Escada Aleatória (Amidakuji)

Cada pessoa fica com uma linha de cima antes de qualquer travessa aparecer. Depois os caminhos surgem e cada linha leva a um lugar diferente. No Japão chama-se amidakuji; em inglês, ghost leg.

Rodando aqui em cima ☝️ — ou abra em tela cheia.

Como usar

  1. Coloque embaixo o que será distribuído. Prêmios, tarefas, papéis, quem paga o quê.
  2. Cada um escolhe a sua linha primeiro. Esta é a parte que importa: comprometem-se antes de ver qualquer coisa.
  3. Revele a escada. As travessas horizontais aparecem, geradas aleatoriamente.
  4. Siga o caminho para baixo. A cada travessa você passa para a linha vizinha e continua descendo.

Para que serve

Distribuir tarefasCada um recebe uma e nenhuma fica sem dono.
Amigo secretoLiga quem presenteia a quem recebe em uma passada só.
Dividir a conta de forma desigualColoque valores diferentes embaixo em vez de nomes.
Papéis na salaDistribua temas ou funções de grupo sem discussão.
Quem paga o quêUm pega a conta, outro a gorjeta e o resto escapa.
Posições no timeAtribuições que precisam ser um para um.

O que a distingue de uma roleta

A escada não é mais um jeito de sortear: ela produz uma correspondência um para um. Cada pessoa cai em exatamente um resultado e cada resultado é levado por exatamente uma pessoa. Nenhum se duplica e nenhum sobra.

Uma roleta não consegue fazer isso. Se você girar seis vezes para distribuir seis tarefas, muito provavelmente uma sairá duas vezes enquanto outra fica sem ninguém, e você teria que apagar manualmente entre um giro e outro. A escada resolve isso por construção, e por isso é a ferramenta certa quando o que está embaixo é um conjunto a distribuir e não um saco de onde tirar.

O motivo matemático é elegante: cada travessa troca duas linhas vizinhas, e por mais trocas que você encadeie o resultado continua sendo uma permutação. Acrescentar travessas não quebra a propriedade um para um, só embaralha mais.

Por que escolher a linha antes

A verdadeira vantagem da escada não é matemática, é de procedimento. Os participantes escolhem a linha antes de os caminhos existirem. Isso significa que cada um tomou uma decisão real e que ninguém, nem quem organiza, podia saber aonde ela levava.

É aí que se desarma a suspeita de armação que qualquer sorteio carrega. Com uma roleta, o desconfiado precisa confiar na ferramenta. Com uma escada ele só precisa confiar que as travessas não estavam à vista quando escolheu, e isso ele confere com os próprios olhos. Por isso o formato é usado há séculos no Japão e na Coreia justamente para as decisões mais delicadas.

Perguntas frequentes

O que é uma escada aleatória?

É uma ferramenta de distribuição aleatória, conhecida como amidakuji no Japão e ghost leg em inglês. Cada pessoa escolhe uma linha no topo antes de as travessas horizontais aparecerem e depois segue o caminho até o resultado onde chega.

É grátis?

Sim, é gratuita, sem cadastro e sem instalação. Coloque os resultados embaixo, deixe cada um pegar a sua linha e revele a escada.

Qual a diferença para a roleta?

A escada produz uma correspondência um para um: cada pessoa recebe exatamente um resultado e cada resultado é atribuído uma única vez. A roleta pode repetir o mesmo resultado em giros seguidos e deixar outro sem dono.

O resultado é realmente aleatório?

Sim. As travessas são geradas aleatoriamente e não aparecem até que todos tenham escolhido a linha de partida, então nenhuma posição inicial é melhor que outra.

Por que escolher a linha antes de revelar a escada?

Essa ordem é o que torna o sorteio convincente. Cada participante decide num momento em que ninguém, nem quem organiza, pode saber aonde aquela linha leva, o que elimina a suspeita de que a distribuição estivesse combinada.

Serve para amigo secreto?

Sim, é um dos usos mais comuns, porque garante que cada pessoa presenteie uma só e receba de uma só.

Os outros cinco sorteios